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Resumo - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)

Notícias

Postado porNelson em 23/03/2017

Resumo de artigo de Jonathan Masters, Editor Adjunto da Council of Foreign Relations CfR.

Artigo completo disponível em: https://goo.gl/TDPpE3

Artigo original publicado pela Council of Foreign Relations

A Organização do Tratado do Atlântico Norte tem mudado significativamente seu papel nos últimos vinte anos. Após a queda da União Soviética em 1991 houve grande debate sobre o futuro da aliança: estendê-la a para o leste ou retrair o papel dos EUA nas questões europeias. Em 1994 foi lançado o programa Parceria para a Paz, que fortalecia os laços com países da Europa central e oriental, estendendo sua atuação para o leste. 

Apesar de se tratar de um acordo para mútua proteção, as operações da OTAN ocorrem também em questões que estão fora de suas fronteiras. Em 2016 foram realizadas operações no Kosovo, no Mediterrâneo, no chifre da África, na Somália, no Afeganistão e no espaço aéreo do leste europeu. A OTAN atua por consenso, mas os países-membros podem fazer operações independentes. Os membros devem investir 2% do PIB em defesa, mas apenas os EUA, a Estônia, a Grécia, a Polônia e o Reino Unido o fazem. 

A cláusula de defesa coletiva foi invocada pela primeira vez após o 11 de setembro de 2001. Depois da queda do regime Talibã no Afeganistão a OTAN assumiu o comando da Força de Assistência de Segurança Internacional, instituída pela ONU para apoiar o novo governo afegão. O uso da OTAN no Afeganistão foi considerado evidência de que a organização adotou tarefas dramaticamente distintas das antecipadas durante a guerra fria. 

Moscou sempre viu com preocupação a atuação da OTAN, chegando a ver a expansão no leste europeu como uma traição das garantias de não expansão após a reunificação da Alemanha em 1990. Ao longo dos anos a OTAN e a Rússia deram passos para reconciliação, mas a desconfiança mútua permanece e tem se aprofundado. 

Por parte da Rússia a invasão da Georgia, anexação da Criméia e desestabilização do leste da Ucrânia, e por parte da OTAN o voto de aceitar no futuro a Ucrânia e a Geórgia como membros e o convite a Montenegro envenenaram as relações. O receio de agressões russas levou a organização a estabelecer centros de comando em seis países da periferia oriental. 

A administração Obama aprovou um orçamento para 2017 que quadruplica os gastos militares na Europa. Enquanto isso os países-membros patrulham o espaço aéreo polaco e báltico. Em disputa entre Turquia e Rússia sobre um episódio de invasão de espaço aéreo, a OTAN prestou solidariedade à Turquia. Membros da OTAN apoiaram a segurança da Ucrânia em insurgência apoiada pela Rússia. No longo prazo a aliança pode incluir a Finlândia e a Suécia.

 

 

 

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